Vinha com mais investigação

QUANDO, em Março de 2005, viu chegar ao fim o projecto em que participava no Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (UM), Isabel Araújo teve o destino de tantos outros bolseiros de investigação do país: o desemprego. Com uma agravante: com 41 anos e três filhos, já não era propriamente uma jovem à procura de um lugar ao sol no sistema científico nacional.

Em vez de ficar de braços cruzados, idealizou um laboratório de análises vitivinícolas que oferecesse também formação em enologia. Os contactos com a TecMinho - uma estrutura criada pela UM e pela Associação de Municípios do Vale do Ave que apoia a criação de novas empresas de cariz tecnológico na região - conduziram-na a um objectivo mais ambicioso: o lançamento de um «spin-off» académico que actuasse também na área da investigação e da transferência de tecnologia. Nascia, assim, a Vinalia - Soluções de Biotecnologia para a Vitivinicultura, que iniciou a sua actividade no segundo dia deste ano.

A empresa aposta na escassez de serviços de elevado conteúdo tecnológico num sector «que tem que apostar na qualidade. Viemos ocupar um espaço que estava vago, pois não havia no mercado empresas que fornecessem este tipo de serviços», explica Isabel Araújo. «Existem na universidade tecnologias importantes que não passam para o sector empresarial. O nosso objectivo é fazer essa ponte», conclui.

Nelson Marques

 

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