Biotecnologia é excelente aposta para empreendedores

Este é apenas um de milhares de exemplos de como a biotecnologia está sempre na vanguarda do conhecimento. Foi o presidente da Sociedade Portuguesa de Biotecnologia (SPB), Manuel Mota, quem deu o exemplo, no âmbito da sessão de abertura das V Jornadas de Engenharia Biológica que decorrem em simultâneo com o III Encontro Nacional de Jovens Biólogos, na Universidade do Minho.
Manuel Mota alertou os estudantes de Engenharia Biológica e os jovens biólogos para a necessidade de combater a mentalidade de acomodismo e de aproveitar as novas oportunidades que a biotecnologia oferece.

“As oportunidades de negócios criam-se”, alertou dando como exemplo as grandes empresas farmacêuticas que compram patentes a peso de ouro.

Um caso exemplar deste tipo de oportunidades de negócio aconteceu com o criador do PCR (serve para decodificar o genoma humano), que, além do prémio Nobel pela sua criação, hoje está milionário devido à descoberta.
 
“É a demonstração de que a Biotecnologia tem imensas oportunidades de desenvolvimento, que a juventude deve saber apro-veitar”, frisou o presidente da SPB, que considera os jovens biotecnólogos “a espinha dorsal” do futuro da sociedade.

Se o presidente da SPB alertou os jovens estudantes e biotecnólogos para a importância de não estagnar na procura de conhecimentos —que constituem óptimas oportunidades quer de negócio quer para melhorar o futuro da sociedade— também houve quem falasse concretamente do empreendedorismo e das dificuldades que podem surgir aos jovens empreendedores.

Partindo da afirmação de que “o empreendedorismo está na moda”, Avelino Pinto, representante da Tecminho-Guimarães deixou no ar algumas ideias que permitem perceber de que é que se está a falar concretamente quando se menciona o empreendedorismo.

“Empreendedorismo —Casos de sucesso em Engenharia Biológica” foi o tema da conferência que Avelino Pinto proferiu nas Jornadas de Engenharia Biológia, ontem à tarde.

Avelino Pinto partiu da ideia de que “acima de tudo, os empreendedores têm um avisão e reconhecem oportunidades onde outros nada vêem”. O empreendedorismo é assim “um saber aproveitar das oportunidades”.

Porém, o facto de se ser empreendedor não significa ter sucesso, dado que são muitos os obstáculos que é necessário transpor.

Avelino Pinto refere que o primeiro problema pode surgir logo com a falta de objectividade da ideia, isto é, a ideia é imprecisa e o conceito de negócio mal definido ou inexistente.

Outros problemas graves podem surgir quando o próprio empreendedor não está totalmente empenhado, revela inexperiência no sector e falta de conhecimento das necessidades do consumidor e das regras do mercado ou reúne uma equipa deficiente ou com falta de coesão.

A falta de recursos suficientes, a impossibilidade de proteger o produto da concorrência e a não preparação de um plano de negócios são outras causas de insucesso.

É neste contexto que surgem as chamadas “incubadoras”, que “contribuem para evitar a morte prematura de projectos válidos e consequentemente ajudando na dinamização do tecido empresarial e no desenvolvimento económico do país”, referiu.

O representante do Tecminho salientou que “a taxa de insucesso de firmas incubadas é inferior à de firmas não incubadas”, tal como as firmas que deixam a incubadora após um período de cerca de três anos a-presentam uma taxa de sobrevivência superior aos 80%.

Porém, Avelino Pinto reconhece que alguns empreendedores têm uma imagem negativa das incubadoras.

O representante do Tecminho tentou modificar essa ideia enumerando alguns dos serviços que estas incubadoras oferecem aos empreendedores: plano de negócios, serviços de consultadoria, formação, partilha de serviços administrativos, “networking” entre clientes, promoção junto da comunidade e apoio no acesso à informação, entre outros.

Um exemplo destas incubadoras é o Businesse Inovation Centre do Minho (BIC-Minho) —que além de promover o empreendedorismo e a inovação, de fomentar a criação de negócios com características inovadoras e de apostar na redução da taxa de insucesso empresarial— tem por missão funcionar como um centro de incubação para empresas, disponibilizando infra-estruturas (concretamente espaços para a incubação de empresas) e serviços para apoiar potenciais empreendedores.