Feira das Profissões cativou alunos

O Serviço de Psicologia da Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga, organizou ontem, nas instalações escolares, uma sessão de esclarecimento e informação, denominada “Feira das Profissões”.
A Feira, destinada aos alunos, teve como objectivo “reunir profissionais e entidades de formação que se disponibilizaram para prestar esclarecimentos acerca da profissão que exerçam, a fim de esclarecerem os alunos sobre as saídas profissionais que pretendem”.

Com uma sala rodeada de “bancas profissionais” com psicólogos, professores e profissionais representantes de cursos da Universidade do Minho e de Escolas Profissionais de Braga, os alunos percorreram o local, cheios de curiosidade, perguntando, entre outras coisas, as condições de acesso a este ou àquele curso, as saídas profissionais, as cadeiras, as médias necessárias para o ingresso; enfim, questões importantes na hora de decidir o rumo a seguir.

A psicóloga Graça Milhazes, responsável pelo Serviço de Psicologia e Orientação da Escola Secundária Carlos Amarante, disse ao «Diário do Minho» que esta iniciativa «foi uma experiência muito boa, porque serviu para os alunos se informarem das várias alternativas que têm quanto às opções de carreira profissional».

«Julgo que os estudantes que cá vieram foram para casa certos daquilo que querem na vida», acrescentou.

Segundo Graça Milhazes, «a Escola Carlos Ama-rante tem vindo, desde o princípio do ano, a fazer sessões de esclarecimento junto dos alunos e respectivos pais, de modo que a opção tomada pelos estudantes seja uma decisão consciente».

Igualmente satisfeito com os resultados estava Pinto de Carvalho, presidente do conselho executivo da escola, que lembrou a importância de uma escolha acertada: «É importante que o aluno saia da escola perfeitamente esclarecido sobre aquilo que pretende; e esta foi a função da Feira das profissões».

Feira agradou a “expositores” e alunos

Tudo indica que a “Feira das Profissões” foi do agrado tanto das entidades formadoras como dos alunos que se deslocaram à escola, à procura de uma clarificação em relação ao curso que pretendem seguir.

Da parte dos alunos, embora muitos deles já tivessem ideias pré-definidas sobre o que querem, a conversa com os psicólogos e entidades formadoras serviu sobretudo de confirmação das suas escolhas.

É o caso de Susana Borges que, depois de uma palestra com a representante do Curso de Biologia Aplicada, não teve dúvidas: «É esse o curso que quero tirar. Sempre gostei de investigação na área de biologia e com esta feira realmente fiquei segura daquilo que quero», disse.

Igualmente esclarecido ficou André Mota: «Já não tenho dúvidas quanto ao curso que pretendo. Quero tirar o curso de Engenharia Biológica porque é uma área muito atraente e penso que tem muitas saídas profissionais»

A “Feira das Profissões” serviu também de promoção de alguns cursos quase desconhecidos, mas com muita aceitação no meio empresarial português, nomeadamente na região minhota.

Foi o que aconteceu com os representantes do Curso de Engenharia de Produção que, com um “stand” bem montado e com desdobráveis e outros materiais promocionais, lá foram mostrando as qualidades e as vastas saídas profissionais que a licenciatura permite.

Guilherme Pereira, director do curso, explicou ao DM em que consiste esta engenharia.

«É uma engenharia que centra a sua atenção na optimização dos processos produtivos (racionalização da utilização de recursos), independentemente da tecnologia; desde as pequenas e médias empresas até às empresas de grande dimensão; e abrange domínios como a Organização e Gestão da produção, Higiene e Segurança, Tempos e Métodos, Qualidade, Avaliação e Gestão de Projectos, Logística, entre outras áreas».

Um curso em que, de acordo com Guilherme Pereira, até agora, todos os alunos formados foram colocados e se houvesse mais também teriam emprego garantido.

A “Feira das Profissões” mostrou que realmente os alunos têm vindo a ser preparados para uma escolha consciente. Ana Raquel, já com a sua escolha definida, não se deixou entusiasmar por cursos com garantia de emprego.

«A escolha do curso deve ter a ver com a nossa vocação e não com a oferta de emprego, porque também é mau escolher um curso ou uma profissão que não se gosta só porque dá muito dinheiro ou dá garantias de emprego certo», opinou.

Entre as 13 “bancas” presentes, destaque para a Terapia da Fala, Turismo, Escola Profissional de Braga, Centro de Emprego, Engenharia de Produção, Engenharia Biológica, Engenharia Aplicada, Amar Terra Verde, designer, entre outras.

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