Biotecnologia cria investigação no Minho

Numa altura em que a ciência tem à sua frente o constante desafio de se actualizar e de desenvolver cada vez mais conhecimentos que melhorem a qualidade da vida humana, cabe às universidades tomar a dianteira no processo de motivar a investigação científica.
Contribuir para a criação de especialistas que venham a desenvolver um trabalho científico nos domínios da industria farmacêutica, de produtos de fermentação e alimentar, é um dos objectivos que o II Mestrado de Biotecnologia – Engenharia de Bioprocessos, da Universidade do Minho, pretende atingir. Com data marcada para o início de Outubro, este curso divide-se em dois anos (um curricular e outro para o trabalho de investigação) onde cerca de um terço da carga horária se destina à prática laboratorial, denotando claramente uma opção curricular que faculte aos alunos uma mais fácil coordenação entre a teoria e a prática no domínio da biotecnologia.

Introdução à engenharia de processos, elementos de biotecnologia, biocatálise aplicada, reactores biológicos e processos de separação em bioengenharia, são algumas das disciplinas ministradas, e durante o percurso curricular o aluno pode optar por uma de duas áreas de especialização: Biotecnologia Animal ou Alimentar. Especialmente direccionada para os licenciados em engenharias biológicas, bioquímica, química, biotecnologia, do ambiente, agronómica e licenciaturas em farmácia, biologia e química, este curso é, para Rosário Oliveira, da comissão directiva, também uma mais valia para quem trabalha na área. “Com este mestrado os profissionais a trabalhar na área poderão aprofundar e actualizar conhecimentos em engenharia de bioprocessos, nomeadamente no domínio de reactores biológicos e dos processos de separação”, salienta. As principais áreas de actualização da biotecnologia centram-se “nas indústrias farmacêuticas, de produtos de fermentação e alimentar”, acrescenta Rosário Oliveira. E são também estas as instituições que procuram o trabalho destes especialistas. Daí que este curso, ao providenciar um maior desenvolvimento nestas matérias, venha a possibilitar o aumento da investigação na indústria.

Ao todo são 15 as vagas a preencher para o mestrado e dez para o curso de especialização, que corresponde à parte curricular do mestrado. “Ao fazer a inscrição, o aluno indica qual das opções pretende, mas durante o percurso do curso pode vir a alterar a sua decisão”, comenta Rosário de Oliveira. A avaliação é feita por exame às disciplinas teóricas e pela classificação dos relatórios, dado que 330 horas da carga horária são de aulas teóricas e 120 de aulas práticas. Para leccionar as matérias, a Universidade do Minho providenciou uma equipa constituída por docentes de universidades portuguesas e estrangeiras, especialistas nestas matérias e a propina situa-se nos 325 contos. Para 2002 está já prevista uma nova edição deste Mestrado em Biotecnologia, motivado pela procura que se tem vindo a verificar por parte dos alunos, relativamente a esta área de especialização.