Instituto de Biotecnologia continua à espera do financimento do Ministério da Ciência

O director do Instituto de Biotecnologia e Química Fina (IBQF) lamentou ontem, mais uma vez o facto do Ministério da Ciência e Tecnologia não ter atribuído à unidade de investigação que supervisiona as verbas relativas ao “financiamento programático” do “Programa Plurianual”, gerido pela Junta Nacional de Investigação Científica.
O Director do Instituto de Biotecnologia de Química Fina  lamentou ontem, mais uma vez, o facto do Ministério da Ciência e Tecnologia não ter atribuído à unidade de investigação que supervisiona as verbas relativas ao “financiamento programático” do Programa Plurianual, gerido pela Junta Nacional de Investigação Científica, Luís de Melo, interrogado pelo “Diário do Minho”, afirmou que desconhece as razões que estarão por trás da atitude do Ministério, considerando “estranho” e “pouco lógico” os critérios utilizados pelo Ministro Mariano Gago na selecção das unidades de investigação.

O director do Instituto de Biotecnologia e Química Fina (IBQF) lamentou ontem, mais uma vez o facto do Ministério da Ciência e Tecnologia não ter atribuído à unidade de investigação que supervisiona as verbas relativas ao “financiamento programático” do “Programa Plurianual”, gerido pela Junta Nacional de Investigação Científica.

Luís de Melo, interrogado pelo “Diário do Minho”, afirmou que desconhece as razões que estarão por trás da atitude do Ministério, considerando “estranhos” e “pouco lógicos” os critérios utilizados pelo Ministro Mariano Gago na selecção de unidades de investigação.

“Nós estamos a recorrer do financiamento, não estamos a recorrer da nota atribuída” referiu o investigador, adiantando que “não houve correspondência” entre a classificação dada pelo investigadores que efectuaram o estudo e o financiamento, a que a unidade tinha direito.

Segundo Luis de Melo, o Ministério “não cumpriu o financiamento do Programa Purianual previsto para as unidades de investigação”, mesmo o IBQF obtido a qualificação de “muito bom”.

“O critério utilizado foi muito aleatório, porque, foi não em função do programa da comunidade de investigação, mas sim em função de necessidades, que não sabemos quais são”, acrescentou.

Um dos factores que poderá ter pesado na atitude do Ministério da Ciência poderá ter a ver com a contracção de dívidas pelos centros de investigação.

“Eu sei dum caso ou de outro em que as necessidades eram simplesmente os centros estarem com dívidas (à EDP ou companhias de águas), e era preciso dar-lhes dinheiro para pagá-las”, sublinhou.

Para Luís de Melo, a posição tomada por Mariano Gago “não é a mais correcta, porque se existe um financiamento programático, esse financiamento deve ser dado em função dos programas que as próprias unidades apresentam”.

Adianta até que “houve unidades de investigação com nota “suficiente” que tiveram financiamento adicional, enquanto outras que obtiveram nota “excelente” não receberam nada.

Explicações não convenceram
O IBQF recebeu do Ministério mais de vinte mil contos, que deveriam ser acrescidos de uma verba adicional, entre  20 a 50 por cento, para três anos,  caso fosse cumprido o financiamento programático.

O investigador tinha já denunciado esta situação aquando da visita do Presidente da República à Universidade do Minho, em Fevereiro, tendo referido que as explicações do ministro Mariano Gago deu ao IBQF “foram pouco convincentes, até porque houve trabalhos de unidades com “bons” e “suficientes” que foram financiados.

O IBQF, que protestou de imediato a decisão do Ministério, aguarda agora que a comissão nomeada pelo Ministro “avalie a situação” e “diga da sua justiça” se a unidade vai ou não beneficiar do montante a que supostamente tem direito.

“A iniciativa de avaliar as unidades é louvável e é necessária que se faça periodicamente  (de três em três anos), agora é preciso financiar e beneficiar aqueles que mostram trabalho e qualidade e penalizar aqueles que gastam dinheiro mal gasto”, defendeu.

Apesar de considerar “útil” este trabalho do Ministério, o director do IBQF relembrou que o procedimento do Ministério da Ciência e Tecnologia em relação à escolha das unidades de investigação tem que ser revista e aperfeiçoado em alguns aspectos.

Em relação às classificações ontem divulgadas, considerou “positivo” o resultado obtido pela Universidade do Minho, frisando que nenhuma das unidades obteve nota “fraca”

“Acho que a politica da Universidade do Minho, em termos de organização de unidades, tem sido muito correcta, porque em vez de dispersar as pessoas por centros pequenos, tenta concentrar os investigadores em centros com alguma dimensão e capacidade muito válidos e reconhecidos no país e estrangeiro.

Entre as 270 unidades de investigação do país 17 enviaram pedido de recurso ao Ministério.

- Jorge Oliveira